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AIChE News 6ª edição

24 de set.
3 min de leitura

Breaking News

O ouro, o solo e a atmosfera: como o garimpo ilegal afeta o meio ambiente

Um dos minérios mais usados na produção de joias, e na ourivessaria, o ouro é o metal mais maleável e dúctil entre os metais. Ele raramente se combina com outros minérios, por conta disso o ouro geralmente é encontrado no seu estado nativo na natureza. No garimpo ilegal, a sua extração consiste na separação do minério de ouro com a terra/água, por meio de uma “filtragem” usando o mercúrio.


Quando o mercúrio se mistura com o ouro, resulta numa amálgama de ouro. A mistura então é aquecida, o que faz com que o mercúrio evapore e se separe do ouro.


O mercúrio evaporado acaba indo para a atmosfera, além de, também liberar carbono; e a parte usada para a mistura acaba sendo levada pelos córregos, contaminando o solo e a água.


O mercúrio, além de ser um metal tóxico, ele tem a capacidade de se acumular ao longo da cadeia alimentar.


Como a maioria do garimpo ilegal acontece em terras indígenas, as pessoas mais afetadas são os povos indigenas, que acabam ingerindo os peixes contaminados.


A contaminação acaba resultando em danos neurológivos, dores no esófago, diarreia e sintomas de demência, tanto em adultos como crianças.

Quick Science

Mercúrio no organismo: como o corpo tenta eliminá-lo?

O mercúrio liberado pelo garimpo não representa apenas um problema ambiental. Quando chega aos rios, pode contaminar peixes e outros organismos aquáticos e, consequentemente, chegar ao organismo humano por meio da alimentação. Essa exposição é especialmente preocupante em regiões próximas a áreas de garimpo.

Mas você já parou para pensar: depois que o mercúrio entra no nosso corpo, para onde ele vai? Um estudo realizado por pesquisadores do Instituto de Pesquisa Pelé Pequeno Príncipe, das Faculdades Pequeno Príncipe e da Mercer University, nos Estados Unidos, investigou justamente essa questão. Os pesquisadores identificaram como uma forma de mercúrio inorgânico é transportada pelo organismo até sua eliminação.

No organismo, o mercúrio pode se ligar à glutationa (GSH), uma molécula que participa de processos de proteção e desintoxicação celular.


O estudo mostrou que o complexo formado entre o mercúrio e a glutationa pode ser transportado para fora das células do fígado por proteínas chamadas MRP3 e MRP5.


Depois de chegar ao sangue, esse complexo pode ser captado pelos rins e eliminado pela urina.


A descoberta também pode contribuir, no futuro, para o desenvolvimento de estratégias terapêuticas capazes de favorecer a eliminação do mercúrio e reduzir os danos provocados pela intoxicação. No entanto, os pesquisadores ressaltam que ainda são necessários novos estudos para compreender completamente esses mecanismos.

Updates

Entrevista com o Chem-e-car

A nossa redação entrevistou a atual Capitã do Chem-e-Car, Heloisa, para ela contar um pouco sobre como funciona esse projeto!

Afinal, o que exatamente é o chem-e-car e o que vocês fazem? O Chem-E-Car é uma competição anual, em que equipes de cada AIChE desenvolvem um carrinho movido por  reação química, de modo que o carrinho ande apenas uma determinada distância. No momento, estamos desenvolvendo a reação de parada, acompanhada por sensores de luz, e construindo nossas pilhas para gerar a energia do carrinho.


Qual foi a maior conquista recente da equipe em relação ao desenvolvimento do carro? Recentemente, mudamos os reagentes para a reação e conseguimos chegar à tonalidade que queríamos. Estávamos com bastante dificuldade nisso, então foi uma conquista importante. Também conseguimos aumentar a voltagem das pilhas, mas ainda precisamos testar a corrente para avaliar melhor seu desempenho.


Quais são os próximos passos da equipe e objetivos a serem alcançados?


Nosso principal objetivo agora é construir o protótipo do carrinho, ou pelo menos a estrutura da parte dos sensores, para começarmos os testes da reação de parada junto com os sensores. Também queremos continuar trabalhando para melhorar a corrente e a voltagem das pilhas.


Qual a sua parte preferida de trabalhar no chem-e-car?


Minha parte favorita é uma etapa que não chegamos, quando o trabalho finalmente está pronto e começamos os testes finais do carro. É nesse momento que conseguimos ver que todo o trabalho que colocamos no projeto realmente deu resultado. Mas também adoro colocar a mão na massa, encontrar soluções para as situações que aparecem durante o laboratório e pensar em diferentes formas de melhorar o carrinho.

Visita técnica para a Caterpillar

As inscrições para a VT da Caterpillar estão abertas! A visita acontecerá no dia 22/09, na parte da manhã, e o preço de inscrição é de R$17,00. O ponto de encontro é o bloco de EQ, às 6h30, e a previsão de retorno é às 12h30. São 30 vagas disponíveis, garanta a sua!


 
 
 

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